Ouçam Lura. Pura beleza crioula, com uma voz que não cabe nela.
Lura é uma cantora cabo-verdiana, nascida em Lisboa . Seu envolvimento com o meio artístico começou cedo, com participações em projetos teatrais e corais, mas sua carreira como cantora despontou em 1996, aos vinte e um anos, quando gravou seu primeiro álbum, cuja canção título, Nha Vida, foi um sucesso imediato que lhe rendeu um convite para participar do importante projeto discográfico Red Hot + Lisbon, o qual reuniu grandes nomes da música lusófona. Em1998, acompanhou Cesária Évora, o maior nome da música caboverdeana, em dois importantes projetos: abriu os espetáculos daquela cantora na Expo’98 e participou, em Paris, da série de concertos do projeto ‘Cesária & friends’.
Tendo aprendido o crioulo caboverdeano de seus colegas de escola e de seus familiares, em pouco tempo Lura já era capaz de falar fluentemente e também compor nessa língua-símbolo de Cabo Verde, que hoje a cantora considera como sendo sua língua materna. Em 2002, lançou seu segundo álbum, ‘In Love’, e em novembro de 2003, Lura foi uma das três cantoras escolhidas para o projeto Women of Cape Verde, uma série de concertos realizada no Reino Unido, o que lhe rendeu convites e o lançamento de seus álbuns em diversos países europeus.
Em 2006 lança o album M´bem di fora, bastante aclamado na sua apresentação a 7 de novembro do mesmo ano no clássico Tivoli, uma sala de espetáculos referência de Portugal, em Lisboa. Uma obra mais sóbria onde a artista revela uma maior maturidade musical, conseguindo imprimir o seu cunho pessoal a temas de diversos compositores, onde se destaca o nome de Toy Vieira, director artísco do projecto e compositor de alguns de algumas das suas músicas. Segundo a cantora, é uma homenagem aos migrantes que vem do interior em busca de oportunidades nos grandes centros urbanos. A turnê do álbum incluiu concertos na Turquia, Alemanha, França, Brasil, Espanha, Austrália e Itália.
P.S. Agradecimentos à amiga Lidiane B. que me apresentou esta ótima e bela cantora.
Di Korpu Ku Alma – 2005
Músicas:
01. Tabanka Assigo (Tcheka)
02 NA RI NA (Orlando Pantera/Orlando Pantera)
03. VAZULINA (Zoi)(Orlando Pantera/Orlando Pantera)
04. NHA VIDA (Lura)
05. ÊS BIDA (Orlando Pantera)
06. TÓ MARTINS (Katchas)
07. BATUKU (Orlando Pantera)
08. PADOCE DE CÉU AZUL (Valdemiro Ferreira)
09. OH NÁIA (Lura)
10. SÓ UM CARTINHA (Lura)
11. RABOITA DI RUBON MANEL (Orlando Pantera)
12. TEM UM HORA PA TUDE (Lura – Fernando Andrade)
M´Bem di Fora – 2006
Musicas:
1. Bida Mariadu (Lura – Toy Vieira/Toy Vieira)
2. Ponciana (Tibau Tavares)
3. Romaria (Toy Vieira)
4. No bem falá (tio Lino)
5. As-Água (Tibau Tavares)
6. Ês anu raboitas ka di fiansa (Aurélio Borges dos Santos)
7. M’bem di fora (Katchás)
8. Mari Ascenson (Traditional – Toy Vieira/Traditional)
9. Galanton (Rui Cruz)
10. Pensá Drêt (Edevaldo Figueiredo – Lura/Lura)
11. Festa di nha kumpadri (Toy Vieria)
12. Choro (Edevaldo Figueiredo – Lura)
13. Feitiço di funana (Don Kikas/Lura – Don Kikas)













Para aqueles que conhecem a produção musical do espanhol Alberto Iglesias, serão surpreendidos com o trabalho que ele fez para o filme “O Jardineiro Fiel”, baseado no romance best-seller de John le Carré. Em um lugar remoto do norte do Quênia, a ativista Tessa Quayle (Rachel Weisz) é encontrada brutalmente assassinada e as evidências apontam seu esposo Justin Quayle (Ralph Fiennes), um diplomata britânico, como o principal suspeito.
Este CD, parte da Série Rough Guide, é uma excelente demonstração da música da África Oriental, especificamente dos países do Quênia e da Tanzânia. É também o cd mais acessível da música do leste da África disponível. Começa com uma música pop do grande Simba Wanyika, e continua com umas ora mais dançante e ora mais jazzística no decorrer do cd. Escutando as primeiras canções, é fácil de perceber alguns paralelos entre o jazz ou músicas do caribenhas, assim como determinadas músicas tradicionais do oeste da África (juju e afro-beat). Depois, nós temos “Jacob Omolo”, com Ogweng Lelo Okoth e Padddy J. Onono, que tem algumas influências do leste africano. Depois, há uma outra canção de influência folksy dos grandes músicos da Tanzânia. A faixa 9, um tanto surpreendente, é de um ritual tradicional de iniciação Wagogo. É um exemplo excelente da música tradicional Wagogo e realmente ajuda destacar à diversidade da África oriental. As duas trilhas seguintes, foram selecionadas dentre as melhores da música pop africana, com uma batida um pouco mais dançante que as anteriores. A faixa seguinte é “Mtindo Wa Mombasa” do grupo Zein Musical Party, uma música do Médio-Oriental. Finalmente, para fechar o cd foi escolhida uma música Taraab, “Sibadli” do grupo Culture Music Club. Acima de tudo, este é um CD excelente, embora haja uma certa inclinação para a música pop sobre outros estilos. Talvez seria mais interessante se tivesse mais música Taraab, mas ainda assim, não muda o fato de que este é um grande CD.
Trilha sonora de Hotel Ruanda, filme que narra como no ano de 1994, um conflito político levou à morte quase um milhão de ruandeses, em apenas cem dias. O mundo fechou os olhos para Ruanda. Mas um homem abriu seus braços e coração e fez a diferença. Paul Rusesabagina (Don Cheadle) era gerente do Hotel Milles Collines, em Kigali, capital de Ruanda, quando o conflito começou. Munido apenas da sua coragem, ele protegeu quem chegava ao hotel, adultos e crianças, mas de mil e duzentos adultos e crianças. Indicado a três Oscar®, Hotel Ruanda conta a história real de Paul para contar a história de Ruanda, como um alerta ao mundo.
O cd Very Best of Ladysmith Black Mabazo – Rain, Rain, Beautiful Rain é um album duplo, com várias faixas gravadas no estilo a capella, pelo grupo Ladysmith Black Mambazo da África do Sul. Foi gravado na Inglaterra em novembro 2004, para coincidir com a excursão do grupo ao Reino Unido naquela época. O álbum contem muitas canções bem conhecidas do grupo, principalmente dos anos 80 até versões recentemente gravadas (e algumas trilhas dos anos 70), como o “Homeless” (conhecida aqui no Brasil como tema de abertura da fantástica
A receita é interessante: pegue músicos africanos, tempere-os com bastante James Brown e funk norte-americano, agite e deixe o som rolar. Afro beat, rhythm & blues de qualidade é o que promete essa compilação. Africafunk: The original sound of 1970’s funky Africa foi lançada em 1998 pela Harmless. São vários artistas, como Peter King, Wali & the African Carnival, Fela Kuti, Manu Dibango e Mulatu Astatqé, fazendo música boa para ouvir e dançar muito. Destaque para a faixa três (Hail the King), em que as flautas e tambores nos dão a sensação de uma perseguição em plena selva; e para a faixa sete (Expensive Shit), um fantástico groove instrumental com mais de treze minutos de pura black music made in África. Você não vai ficar parado.

Um tributo retrospectivo aos artistas de um dos países mais influentes no mundo da música.